Lucélia Ribeiro
A equipe brasileira se sagrou vice-campeã no campeonato Panamericano que aconteceu na cidade de Guadalajara . Mesmo conquistando menos medalhas em relação aos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, em 1999, a equipe brasileira de karatê deixou o Pan de Santo Domingo, na República Dominicana, feliz com o resultado obtido. A diminuição do número de provas da categoria kumitê, a conquista das primeiras medalhas na categoria katá e o bicampeonato de Lucélia de Carvalho Ribeiro, que tornou-se a primeira mulher brasileira a ganhar dois ouros consecutivos em provas individuais dos Jogos Pan-Americanos, foram os principais motivos de celebração brasileira.
“Nosso desempenho foi dentro do esperado. Em Winnipeg, havia mais categorias em disputa no kumitê. Agora, em Santo Domingo, saíram uma categoria do feminino e uma do masculino. Além disso, renovamos a equipe e, mesmo assim, em todas as categorias em que deixamos de ir à final, perdemos por apenas um ponto”, afirmou Célio René Trindade, um dos treinadores dos atletas do kumitê.
Célio é uma das provas da renovação. Há quatro anos, ele disputou o Pan e conquistou o bronze na categoria até 65kg. Foi uma das oito medalhas brasileiras em Winnipeg. Em Santo Domingo, o Brasil subiu seis vezes ao pódio. Além de Lucélia, as medalhas vieram com Nelson Luis Bittencourt Sardenberg, prata no kumitê até 80kg; Emmanuel Santana, bronze no kumitê até 74kg; Sidirley Souza, bronze no kumitê até 62kg; e o casal de marido e mulher formado por Jurandir Andrade e Cíntia Lassalvia, que ganhou dois bronzes inéditos para o país na disputa da categoria katá. Os únicos atletas que voltaram sem medalha foram Ricardo Aguiar, do kumitê até 68kg; e Altamiro Cruz, do kumitê acima de 80kg.
“Foi excelente. Tivemos um resultado inédito no kata. Viemos com oito atletas e voltamos com seis medalhas. Se colocar isso em proporção, foi fantástico”, disse Lucélia.
Bicampeã pan-americana com apenas 25 anos, ela é uma das esperanças de que o bom desempenho em Santo Domingo se repita ou seja ainda melhor no Pan do Rio, em 2007. “Temos que continuar trabalhando, e isso tem que começar já. Nós evoluímos, mas os outros países também se desenvolvem. Mas, no Pan do Rio, muita coisa vai favorecer a gente: o investimento que será feito no esporte, o fato de estarmos em casa. Temos tudo para ir bem”, disse Célio.
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